Agentes de trânsito da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) denunciaram as péssimas condições de trabalho às quais estão sujeitos diariamente. Muitos deles reclamam que faltam materiais básicos para a realização de suas atividades, como blocos de anotações de infrações, fardamento, entre outros. Como consequência, a fiscalização do trânsito em São Luís fica comprometida. O problema poderá agravar-se ainda mais, uma vez que em poucos dias a cidade terá uma frota de 300 mil veículos, segundo estatísticas do Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran), e os responsáveis por fiscalizar o fluxo de veículos estão sem condições de trabalho.
Há poucos dias, as denúncias das condições de trabalho dos agentes de trânsito da SMTT chegaram ao Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos Municipais de São Luís (SINFUSP) e, de acordo com o presidente do órgão, Luis Mariano Nunes, o sindicato pretende entrar em contato com o órgão municipal para encontrar soluções para o problema.
Precariedade - São vários os problemas por que passam os agentes da SMTT e que foram relatados pelo presidente do SINFUSP - situações que atrapalham as atividades dos agentes do órgão municipal. A ausência de fardamento completo e de blocos para fazer a anotação de infrações de trânsito cometidas pelos motoristas são algumas das dificuldades enfrentadas pelos agentes durante o exercício diário de suas funções.
Ainda de acordo com Nunes, alguns agentes de trânsito denunciaram o fato de não receberam algumas gratificações salariais como horas-extras e adicional por risco de vida, uma vez que eles ficam expostos frequentemente a acidentes que muitas vezes podem ser fatais.
Somados a estes problemas, alguns agentes da secretaria de trânsito reclamaram que algumas viaturas e guinchos, utilizados na fiscalização, foram retirados das ruas por falta de pagamento do aluguel, comprometendo ainda mais as atividades destes funcionários.
Problemas - Outro problema relatado pelo presidente do SINFUSP foi com relação à demissão de alguns servidores que trabalhavam no Terminal de Integração do Distrito Industrial, na BR-135, em São Luís, que, na opinião de Nunes, foi injusta e sem motivo aparente. "O supervisores foram tirados do cargo aleatoriamente, sem nenhuma conversa. Isso foi uma retaliação da SMTT", afirmou.
Ele atribuiu o problema dos agentes de trânsito e de outros servidores municipais à gestão atual. "Essa administração de João Castelo é caótica. As condições de trabalho dos funcionários estão horríveis. Eu nunca vi uma situação como essa", afirmou o presidente do SINFUSP, que disse que entrará em contato com a SMTT para buscar soluções para o problema.
O Estado entrou em contato com a assessoria de comunicação da SMTT para saber o que ocasionou os problemas relatados na reportagem e se existe uma previsão de quando serão solucionados, mas até o fechamento desta edição nenhuma resposta foi obtida.












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